terça-feira, 31 de maio de 2011

Reza marca início da obra na arena do Corinthians

O vento frio incomodava, o sol não havia chegado. Mas caminhões, tratores, retroescavadeiras e os trabalhadores que iriam operá-las estavam a postos. Rezaram um Pai Nosso e, exatamente às 8h14 de ontem teve início, em Itaquera, as obras da Arena do Corinthians, aposta de São Paulo para abrir a Copa de 2014.

Mas falta resolver itens fundamentais como a engenharia financeira da arena que deve ficar pronta em dezembro de 2013 - sem isso a Fifa não vai aprová-la.

A Odebrecht estuda como reduzir de R$ 1,07 bilhão para R$ 700 milhões o custo da arena. O contrato entre Corinthians e construtora ainda não foi assinado.

A fase de terraplenagem, ontem iniciada, vai consumir três meses de trabalho. Em julho, segundo o gerente de operações da Odebrecht, Frederico Barbosa, começam os trabalhos das fundações - para arena com capacidade para 65 mil pessoas. Essa fase deverá durar 10 meses.

A construtora estima entre 1.500 e 2 mil o número de pessoas que trabalharão na arena. Mas ainda não sabe quando serão feitas as contratações.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Metro quadrado de um-quarto supera R$ 5.000 em 15 distritos de SP


Dos 22 distritos da cidade de São Paulo em que houve lançamentos de um dormitório entre 2010 e 2011, em 15 deles o metro quadrado supera os R$ 5.000. É o que mostra o levantamento feito pela empresa de pesquisas imobiliárias Geoimovel a pedido da Folha.

Santo Amaro (zona sul), Santana (zona norte), Perdizes, Consolação e Pinheiros (zona oeste) estão entre eles.

Nestes bairros, a metragem média da unidade varia entre 31 m² e 60 m², com preços que partem de R$ 176 mil, no Brás (centro), e chegam a R$ 558 mil, em Pinheiros.

Na zona leste e no centro estão os apartamentos com menor metragem e preço. Em Lajeado (zona leste), uma unidade de 34 m² custa R$ 69 mil. São Mateus tem unidades com o mesmo
tamanho por R$ 80 mil. No Brás (centro) estão os de 31 m².

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Contratos novos de aluguel sobem 15,3% em um ano em São Paulo

Os contratos novos de locação residencial assinados em março na capital paulista tiveram aumento médio de 2,1% em relação aos valores negociados no mês anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o acréscimo chega a 15,25%, segundo os dados do Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo divulgados nesta quarta-feira.

"Há uma carência generalizada de imóveis para alugar na cidade e isso reflete diretamente nos preços", afirma Francisco Crestana, vice-presidente da entidade.

Os contratos de aluguel em andamento, com reajuste indexado ao IGP-M, terão elevação de 10,95% em abril, percentual acumulado do indicador nos últimos 12 meses terminados em março. "Isso significa que o locatário que já está em um imóvel faz melhor negócio permanecendo lá do que saindo à procura de uma nova moradia", completa.

A alta mensal nos contratos novos foi puxada pelos imóveis de dois dormitórios (2,7%) e de três quartos (3,6%).

O tipo de garantia mais usado no período foi o fiador (51%), seguido do depósito referente a três meses de aluguel, com 29% de participação no total.

A pesquisa mostrou ainda que casas e sobrados levaram de 12 a 29 dias, em média, para serem alugados. Já os apartamentos, de 18 a 38 dias.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Minha Casa exclui mais pobres em SP


O programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida completou dois anos sem entregar nenhum imóvel às famílias da cidade de São Paulo que recebem até três salários mínimos (R$ 1.395).

A Caixa Econômica Federal informou, em nota, que "o principal entrave é o custo dos terrenos em São Paulo, que é maior do que nas demais cidades do país".

O alto custo de produção, como preço do terreno e infraestrutura de água e esgoto, não cabe, segundo a iniciativa privada, no teto de R$ 52 mil definido pelo governo para os imóveis destinados à baixa renda.

Isso inviabilizou o sucesso do programa na cidade, diz José Carlos Martins, vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil). "Você há de convir que alguma coisa em São Paulo de R$ 52 mil é obra de ficção", afirma.

Sérgio Watanabe, presidente do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil em São Paulo), diz que existiam 400 mil unidades a serem distribuídas no Brasil para a faixa de até três salários. A cidade de São Paulo teria 70 mil.

"Tinha o potencial, mas só foram viabilizadas 3.000 habitações. Assim mesmo, só com subsídio e doação de terreno pelo município", diz.

Estão previstos para a capital 23 empreendimentos, com 3.596 habitações, orçados em R$ 186,1 milhões. As obras de 21 deles estão em andamento, com entrega prevista para a partir do segundo semestre de 2011, informa a Caixa.

Watanabe e Martins concordam que a viabilidade econômica do programa passa pelo aumento do valor-limite de R$ 52 mil para cada imóvel, aliado a incentivos públicos, como doação de terreno e infraestrutura.

FRUSTRAÇÃO

A espera tornou-se frustração para a dona de casa Madalena Yakabe, 41, que mora com o marido, cinco filhos e uma sobrinha em um imóvel do sogro, em Sacomã, zona sul de São Paulo.

Há oito anos ela tenta conquistar o próprio lar, e a esperança tinha sido renovada com o lançamento do Minha Casa. "A Caixa está fazendo prédios, mas não é para a baixa renda. É para quem tem condição melhor."

A Caixa informa que o Minha Casa, Minha Vida já entregou 16.693 imóveis na capital, dos quais 7.764 imóveis para a faixa que compreende entre 3 e 6 salários, e 8.929 para a de 6 a 10 salários.

A Cohab-SP (Companhia de Habitação de São Paulo), responsável pela seleção dos beneficiários dos empreendimentos, diz que já assinou 16 contratos entre prefeitura e Caixa para a construção de habitações em terrenos doados pelo município.

O Minha Casa, Minha Vida já financiou 1.005.128 habitações em todo o país, somando investimento de R$ 53,1 bilhões, segundo a Caixa.

sexta-feira, 18 de março de 2011

"Inflação do aluguel" tem alta de 0,59% na 2ª prévia do mês

O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), usado no reajuste da maioria dos contratos de locação, teve variação de 0,59% na segunda prévia de março, com desaceleração ante os 0,88% registrados anteriormente, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

No ano, o índice acumula alta de 2,40% e, nos últimos 12 meses, atinge 10,91%. O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) apresentou variação de 0,68% nesse período. Um dos subgrupos que contribuíram para esse resultado foi o de alimentos processados, cuja taxa passou de -1,90%, no mesmo período do mês anterior, para 0,30%.

Já o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) registrou variação de 0,45%. Três das sete classes de despesa que compõem o índice registraram decréscimos em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Educação, Leitura e Recreação (1,68% para 0,05%). No sentido oposto, apresentaram avanços vestuário (-0,45% para 0,76%), alimentação (-0,07% para 0,19%), saúde e cuidados pessoais (0,31% para 0,56%) e habitação (0,48% para 0,53%).

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) apresentou, no segundo decêndio de março, variação de 0,37%. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou alta de 0,56%. Já o de custo da mão de obra ficou em 0,17%.

terça-feira, 1 de março de 2011

Cinco suspeitos morrem e PM fica ferido em ação do Bope no Rio

Cinco suspeitos morreram e um policial militar foi ferido na perna durante uma operação do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), na manhã desta terça-feira, na favela do Jacarezinho, zona norte do Rio.

Ao menos 50 policiais do batalhão participam, desde as 5h de hoje, da ação para checar denúncias e reprimir o tráfico de armas e drogas no morro. As equipes contam com o auxílio de dois blindados, reboques e uma pá mecânica.

Até as 10h, três suspeitos tinham sido presos, uma moto roubada foi recuperada e drogas --ainda não contabilizadas-- tinham sido apreendidas.

A PM informou que houve intensa troca de tiros entre policiais e traficantes no início da manhã, mas o clima ainda é tenso na região. A corporação não confirma que a ação seria uma das estratégias do batalhão para a implantação de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) no Jacarezinho.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Obra do "Minha Casa, Minha Vida" causa dano ambiental

Empresa Direcional Engenharia é acusada por moradores de poluir e assorear igarapé localizado na estrada AM-10 (Manaus-Itacoatiara). Poluição já foi denunciada a órgão ambiental do Amazonas e ao MPE


Leito do Igarapé do Acará totalmente assoreado. Dano ambiental é causado por construtora que realiza obras para o governo do Amazonas

Leito do Igarapé do Acará totalmente assoreado. Dano ambiental é causado por construtora que realiza obras para o governo do Amazonas (Divulgação)

Obras do programa federal de habitação "Minha Casa, Minha Vida" em Manaus vêm causando sérios danos ambientais ao leito de um dos mais importantes cursos d´água da capital amazonense, o igarapé do Acará. No Amazonas, o programa federal foi batizado de "Meu Orgulho", já que as obras também contam com recursos estaduais.

O igarapé do Acará vem sofrendo com sucessivos processos erosivos devido à falta de contenção na área de influência. Moradores que moram no bairro Santa Etelvina, na zona Norte de Manaus, relatam que os peixes começaram a sofrer com a falta de oxigênio.

A empresa Direcional Engenharia, responsável pelas obras, chegou a ser multada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) em novembro do ano passado, depois que vistorias feitas na área, localizada no início da rodovia AM-010, confirmaram a veracidade das denúncias dos moradores das proximidades. As obras, contudo, não foram interrompidas.

O igarapé do Acará nasce na Reserva Florestal Adolpho Ducke - que possui o maior jardim botânico do mundo - e deságua no igarapé da Ponte da Bolívia. Este, por sua vez, deságua no rio Tarumã, afluente do rio Negro.

“As obras do conjunto chamado 'Meu Orgulho' começaram em julho. Algumas residências ficam a 100 metros do igarapé, outras a 50. A gente denunciou ao Ipaam e ficou por isso mesmo. Em novembro passado fomos ao Ministério Público Estadual, que também não se manifestou”, disse uma moradora do Santa Etelvina que preferiu não ter o nome revelado.

Segundo a moradora, as pessoas que utilizam da água do igarapé para lavar roupa também estão sendo prejudicadas. “Tem dias em que a água fica toda branca. Deve ser o aterro que vai parar no igarapé. Os peixes estão sem ar, ficam 'subindo', para tentar respirar”, disse.

Vistoria
A assessoria de imprensa do Ipaam disse ao acritica.com que, após as denúncias recebidas em novembro, enviou analistas ambientais para verificar a procedência. A visita resultou na aplicação de multa no valor de R$ 100 mil, lavrada no dia 29 de novembro e recebida pela construtora no dia 1º de dezembro de 2010.

A multa foi dada com base na Lei 6.514, artigos 61 e 62, que tratam sobre o assoreamento de igarapés. A assessoria não respondeu o motivo das obras não terem sido interrompidas, mas adiantou que, por lei, a construtora ganhou prazo de 20 dias para apresentar defesa e o fez no último dia 21 de dezembro. Atualmente, o processo encontra-se na Diretoria Jurídica do Ipaam para a emissão de parecer sobre o recurso apresentado e definição se acata a defesa e anula a multa ou se a mantém.

Relatório técnico de fiscalização do Ipaam, a qual o acritica.com teve acesso, constatou o dano ambiental causado pelas obras da Direcional e também apontou que a construtora estava funcionando com licença ambiental vencida.

Segundo o relatório, o igarapé está sendo assoreado devido à falta de contenção em sua área de influência. Também foram identificados processos erosivos em vários pontos da obra, ocasionando “um grande aporte de sedimentos sendo carreado para o igarapé”. A vistoria constatou que os vários danos ambientais vêm prejudicando as pessoas que moram local.

Conforme consta no relatório, a empresa foi contratada pelo governo do Amazonas para executar obras na área.

Providências
A Direcional Engenharia informou, por meio da assessoria de imprensa, que está tomando todas as providências necessárias para a proteção do Igarapé do Acará. Segundo a assessoria, “para proteger a área do Igarapé, a empresa está construindo barreiras de argila, que direcionam a água da chuva para filtros em pedra de mão. Esses filtros fazem a separação de qualquer detrito que esteja na água, antes que a mesma chegue ao igarapé, impedindo o assoreamento do local”.