segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Crise já afeta venda de imóveis em São Paulo

As vendas de unidades residenciais novas caíram 14,3% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. No ano, queda chega a 28%. Para o Secovi, dado não assusta, pois 2010 foi um ano de recuperação econômica

As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo caíram 14,3% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou nessa segunda-feira o Secovi-SP, sindicato que representa o setor imobiliário na capital paulista. Já em relação a junho, as vendas ficaram praticamente estáveis, com leve alta de 0,2%. A velocidade de vendas, medida pela relação de venda sobre oferta, ficou em 16,9% em julho, abaixo da média apurada em todo o ano passado, de 23,2%, quando "havia grande demanda reprimida, o que puxou o índice para patamares recordes", assinala o Secovi em nota.

"O resultado não surpreende, já que, em 2010, o país atravessava uma situação de recuperação econômica, com índices de crescimento acima da média", afirma o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

O segmento de dois dormitórios respondeu por cerca de metade do volume comercializado em julho, com 1.346 unidades comercializadas.

Em termos de valores, a capital paulista contabilizou 1,3 bilhão de reais em vendas de imóveis residenciais novos em julho, incremento de 6,8% sobre o mês anterior.

Queda no ano

Nos sete primeiros meses do ano, as vendas acumulam queda de 28,6% ante o mesmo intervalo em 2010, totalizando 14.402 unidades.

"Esta diferença vem diminuindo gradativamente desde o começo do ano... A expectativa é de que continue reduzindo, tendo em vista que o segundo semestre costuma ter melhor desempenho em relação ao primeiro", acrescenta Petrucci.

Lançamentos

Em julho, foram lançados 2.732 imóveis residenciais em São Paulo, número 13,7% menor na comparação mensal, segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Sobre o mesmo mês do ano passado, os lançamentos cresceram 5,8%.

Os imóveis de dois dormitórios também lideraram os lançamentos em julho, com participação de 51,4% do total.

No acumulado de janeiro a julho, foram lançadas 16.724 unidades em São Paulo, alta anual de 3,5%.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Fraude no setor de habitação de SP pode chegar a R$ 13 milhões


████ O valor do golpe das guias falsas aplicado por empresas da construção civil na prefeitura paulistana não para de crescer. A conta, atualizada, chega aos R$ 13 milhões.

"Está provado que nós temos uma quadrilha [que atuou neste processo]", diz Edilson Bonfim, corregedor-geral do município de São Paulo. Na terça-feira (9), quando divulgou a falcatrua publicamente, o desfalque estava próximo de R$ 4 milhões.

São pelo menos três construtoras envolvidas, afirma a prefeitura (leia mais abaixo).

Enquanto a Marcanni, única construtora que teve seu nome divulgado pela corregedoria, apresentou uma guia falsa, outras duas empresas da construção civil falsificaram, juntas, mais de uma dezena de documentos.

De acordo com Bonfim, o esquema criminoso segue sempre o mesmo enredo.

As empresas, para construir a mais do que o permitido por lei, precisam pagar a prefeitura por esse direito. É a tal da outorga onerosa dada pelo poder público.

No caso específico da Marcanni, segundo Bonfim, a empresa deveria ter recolhido R$ 586.266,15 para obter autorização de construir o residencial Porto Santo, no Tatuapé, zona leste da capital.

Mas este valor, apesar de existir uma guia autenticada em poder da empresa, nunca entrou nos cofres públicos.

A sigla bancária que aparece no documento é de um banco fictício, indica a investigação da corregedoria.

"É um golpe milionário aplicado por milionários. Quem falsificou as guias sabia como fazer. Funcionários públicos foram enganados", diz Bonfim, conhecido no meio jurídico por ser um excelente orador.

A varredura nas operações de outorga onerosa começou no final de junho, após uma denúncia ter chegado à vice-prefeita Alda Marco Antônio.

Nesta quarta-feira, o corregedor-geral disse que identificou um documento falso de 2007.

Apesar de existirem, em média, 30 cessões de outorga onerosa por mês na cidade, a prefeitura não conseguiu detectar por meios próprios o desfalque de R$ 13 milhões no fundo específico abastecido pelas operações.

OUTRO LADO

A construtora Marcanni afirmou hoje que é vítima no escândalo das guias falsas. E não culpada, como sustenta a prefeitura.

De acordo com Sandro de Abreu, advogado da empresa, o serviço para obtenção da autorização de construir acima do limite é de responsabilidade de um terceiro.

Abreu não revelou o nome desta empresa ou pessoa física contratada para fazer o serviço. E disse que a Marcanni solicitou à polícia que investigue o caso como um eventual estelionato.

Na versão da corregedoria-geral do município de São Paulo, a empresa participou do esquema fraudulento. Desde o início, ela sabia que se tratava de um documento falso, diz Edilson Bonfim.

O negócio proposto e aceito pela Marcanni, segundo a investigação, era um pagamento real de aproximadamente R$ 350 mil. Em vez dos mais de R$ 586 mil que deveriam ser efetivamente pagos.

"O restante, a empresa disse quando ouvida por nós, era para ser trocado por precatórios municipais [papéis que funcionam como uma confissão de dívida por parte do poder público]".

Mas, de acordo com Bonfim, não existe legislação nenhuma que prevê esta operação. O advogado da empresa afirma que "a legislação federal" permite sim a troca.

Mas não especificou exatamente qual é a lei que sustenta sua afirmação.

O edifício em construção no Tatuapé teve sua obra embargada pela prefeitura. A construção, que está apenas no segundo andar, de um total de 18, é prometida para setembro de 2013.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

██████████ Projeto URBANÍSTICO no BRASIL


Uma grávida de 18 anos morreu soterrada nesta quinta-feira em um deslizamento de terra na divisa entre Diadema e São Paulo. O acidente aconteceu por volta das 11h30 nas proximidades da Avenida Alda, na zona sul da capital paulista. Segundo informações dos moradores, uma retroescavadeira da obra de urbanização da prefeitura deslizou pelo barranco e arrastou dezenas de casas.
Uma adolescente de 15 anos foi resgatada viva, com escoriações pelo corpo. Ela foi encaminhada ao hospital municipal da região em estado grave. A informação inicial do Corpo de Bombeiros era de um total de seis soterrados, mas, ao longo dos trabalhos eles concluíram que havia três pessoas debaixo dos escombros. Com a localização das duas jovens, os bombeiros buscam agora apenas um menino de 3 anos, irmão da adolescente socorrida com vida.
Sessenta homens do Corpo de Bombeiros de São Paulo e de Diadema, em vinte viaturas, trabalham na operação de resgate. Três cães farejadores ajudam na localização. Quatro casas próximas ao morro foram invadidas pelo grande volume de terra.
De acordo com os bombeiros, os trabalhos de resgate serão demorados, pois o terreno onde aconteceu o deslizamento está instável e íngreme.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Reza marca início da obra na arena do Corinthians

O vento frio incomodava, o sol não havia chegado. Mas caminhões, tratores, retroescavadeiras e os trabalhadores que iriam operá-las estavam a postos. Rezaram um Pai Nosso e, exatamente às 8h14 de ontem teve início, em Itaquera, as obras da Arena do Corinthians, aposta de São Paulo para abrir a Copa de 2014.

Mas falta resolver itens fundamentais como a engenharia financeira da arena que deve ficar pronta em dezembro de 2013 - sem isso a Fifa não vai aprová-la.

A Odebrecht estuda como reduzir de R$ 1,07 bilhão para R$ 700 milhões o custo da arena. O contrato entre Corinthians e construtora ainda não foi assinado.

A fase de terraplenagem, ontem iniciada, vai consumir três meses de trabalho. Em julho, segundo o gerente de operações da Odebrecht, Frederico Barbosa, começam os trabalhos das fundações - para arena com capacidade para 65 mil pessoas. Essa fase deverá durar 10 meses.

A construtora estima entre 1.500 e 2 mil o número de pessoas que trabalharão na arena. Mas ainda não sabe quando serão feitas as contratações.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Metro quadrado de um-quarto supera R$ 5.000 em 15 distritos de SP


Dos 22 distritos da cidade de São Paulo em que houve lançamentos de um dormitório entre 2010 e 2011, em 15 deles o metro quadrado supera os R$ 5.000. É o que mostra o levantamento feito pela empresa de pesquisas imobiliárias Geoimovel a pedido da Folha.

Santo Amaro (zona sul), Santana (zona norte), Perdizes, Consolação e Pinheiros (zona oeste) estão entre eles.

Nestes bairros, a metragem média da unidade varia entre 31 m² e 60 m², com preços que partem de R$ 176 mil, no Brás (centro), e chegam a R$ 558 mil, em Pinheiros.

Na zona leste e no centro estão os apartamentos com menor metragem e preço. Em Lajeado (zona leste), uma unidade de 34 m² custa R$ 69 mil. São Mateus tem unidades com o mesmo
tamanho por R$ 80 mil. No Brás (centro) estão os de 31 m².

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Contratos novos de aluguel sobem 15,3% em um ano em São Paulo

Os contratos novos de locação residencial assinados em março na capital paulista tiveram aumento médio de 2,1% em relação aos valores negociados no mês anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o acréscimo chega a 15,25%, segundo os dados do Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo divulgados nesta quarta-feira.

"Há uma carência generalizada de imóveis para alugar na cidade e isso reflete diretamente nos preços", afirma Francisco Crestana, vice-presidente da entidade.

Os contratos de aluguel em andamento, com reajuste indexado ao IGP-M, terão elevação de 10,95% em abril, percentual acumulado do indicador nos últimos 12 meses terminados em março. "Isso significa que o locatário que já está em um imóvel faz melhor negócio permanecendo lá do que saindo à procura de uma nova moradia", completa.

A alta mensal nos contratos novos foi puxada pelos imóveis de dois dormitórios (2,7%) e de três quartos (3,6%).

O tipo de garantia mais usado no período foi o fiador (51%), seguido do depósito referente a três meses de aluguel, com 29% de participação no total.

A pesquisa mostrou ainda que casas e sobrados levaram de 12 a 29 dias, em média, para serem alugados. Já os apartamentos, de 18 a 38 dias.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Minha Casa exclui mais pobres em SP


O programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida completou dois anos sem entregar nenhum imóvel às famílias da cidade de São Paulo que recebem até três salários mínimos (R$ 1.395).

A Caixa Econômica Federal informou, em nota, que "o principal entrave é o custo dos terrenos em São Paulo, que é maior do que nas demais cidades do país".

O alto custo de produção, como preço do terreno e infraestrutura de água e esgoto, não cabe, segundo a iniciativa privada, no teto de R$ 52 mil definido pelo governo para os imóveis destinados à baixa renda.

Isso inviabilizou o sucesso do programa na cidade, diz José Carlos Martins, vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil). "Você há de convir que alguma coisa em São Paulo de R$ 52 mil é obra de ficção", afirma.

Sérgio Watanabe, presidente do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil em São Paulo), diz que existiam 400 mil unidades a serem distribuídas no Brasil para a faixa de até três salários. A cidade de São Paulo teria 70 mil.

"Tinha o potencial, mas só foram viabilizadas 3.000 habitações. Assim mesmo, só com subsídio e doação de terreno pelo município", diz.

Estão previstos para a capital 23 empreendimentos, com 3.596 habitações, orçados em R$ 186,1 milhões. As obras de 21 deles estão em andamento, com entrega prevista para a partir do segundo semestre de 2011, informa a Caixa.

Watanabe e Martins concordam que a viabilidade econômica do programa passa pelo aumento do valor-limite de R$ 52 mil para cada imóvel, aliado a incentivos públicos, como doação de terreno e infraestrutura.

FRUSTRAÇÃO

A espera tornou-se frustração para a dona de casa Madalena Yakabe, 41, que mora com o marido, cinco filhos e uma sobrinha em um imóvel do sogro, em Sacomã, zona sul de São Paulo.

Há oito anos ela tenta conquistar o próprio lar, e a esperança tinha sido renovada com o lançamento do Minha Casa. "A Caixa está fazendo prédios, mas não é para a baixa renda. É para quem tem condição melhor."

A Caixa informa que o Minha Casa, Minha Vida já entregou 16.693 imóveis na capital, dos quais 7.764 imóveis para a faixa que compreende entre 3 e 6 salários, e 8.929 para a de 6 a 10 salários.

A Cohab-SP (Companhia de Habitação de São Paulo), responsável pela seleção dos beneficiários dos empreendimentos, diz que já assinou 16 contratos entre prefeitura e Caixa para a construção de habitações em terrenos doados pelo município.

O Minha Casa, Minha Vida já financiou 1.005.128 habitações em todo o país, somando investimento de R$ 53,1 bilhões, segundo a Caixa.